Boletim - Junho 2016

Fundação Energia e Saneamento

Memória



Usinas Hidrelétricas de Ilha Solteira e Jupiá foram obras de grandiosidade inédita no Brasil, na década de 1960

Usinas Hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira ganham novas exposições


Neste 1º de julho, as Usinas Hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira, no interior do Estado de São Paulo, passam, oficialmente, a operar sob a concessão da companhia CTG Brasil. Para marcar a nova fase, a Fundação Energia e Saneamento, detentora de um amplo acervo documental sobre a história das hidrelétricas, produziu novas exposições para as usinas. Ilustradas com belas imagens do período de construção, as mostras revelam a história de Jupiá e de Ilha Solteira e de sua relação com o Rio Paraná, destacando o papel dos trabalhadores e apresentando como funciona a geração de energia hidrelétrica.

Ao todo, mais de 140 fotografias, além de mapas, infográficos, maquetes e experimentos, compõem as exposições de Jupiá e de Ilha Solteira. Em ambas, o público poderá conhecer um pouco sobre o Salto de Urubupungá, local no Rio Paraná em que se deram os primeiros estudos para a concepção do projeto das usinas, iniciativas grandiosas na década de 1960. Ainda hoje, Ilha Solteira e Jupiá são, respectivamente, a primeira e a terceira maiores usinas geradores de energia no Estado.

As mostras ainda destacam o papel da companhia Cesp nas obras, empresa responsável pela operação das hidrelétricas até junho deste ano e que, desde a sua criação em 1966, tornou-se, ao longo das décadas, uma das maiores empresas brasileiras de geração de energia elétrica.





Usina Ilha Solteira em construção. Década de 1970




Turbina tipo Francis antes da instalação na Usina Jupiá. 1968



Vilas construídas para abrigar trabalhadores, como a Piloto de Jupiá,
também são tema das mostras. 1961-1962




Papel dos trabalhadores nas obras e na operação das usinas
é destacado nas exposições. S.d.

Rede Museu da Energia


Programação especial
"Férias no Museu" é ótima opção para recesso escolar

Às quartas-feiras de julho, o Museu da Energia de Itu oferecerá a programação especial "Férias no Museu". A ação convida o público infantojuvenil em recesso escolar a participar de atividades gratuitas no espaço, como brincadeiras, oficinas e jogos, misturando aprendizado com diversão.

No primeiro dia de atividade, no dia 6, as crianças poderão explorar e analisar objetos do Museu na ação "Caminhando no Escuro" e, ao final, serão convidadas a confeccionar sua própria luminária em papel. No dia 20, será a vez da ação educativa "O Museu do Futuro", em que o público será apresentado à origem do Museu e sua importância para a sociedade. No dia 27, a equipe educativa conduzirá o jogo "Caça ao Tesouro", que integra a ação educativa "Objetos que contam história" e promove uma verdadeira caçada pelos espaços do Museu. Todas as ações ocorrerão sempre às 15h30.





Museu da Energia de Itu oferece ações educativas no recesso escolar

Espaço das Águas


Luz: o primeiro bairro
paulistano a receber
água encanada

Você sabia? Na capital, o primeiro bairro a ser atendido por um sistema de água encanada foi a Luz, em 1883. Os beneficiados foram os moradores de 71 prédios na região, que receberam a água do primeiro sistema de abastecimento implantado em São Paulo, o chamado Cantareira Velho, construído pela Companhia Cantareira de Esgotos. Antes, a população obtinha a água de chafarizes. O trabalho de serviço e coleta às casas era, geralmente, realizado por trabalhadores escravizados.

A partir de 1892, a rede de esgotos foi estendida a toda a área povoada da cidade, assim como foram feitas ampliações nas aduções dos mananciais da Serra da Cantareira para abastecimento de água.




Vista de São Paulo registrada da torre da estação da Luz, 1913.
Em primeiro plano, o Jardim da Luz


Notícias


Passeio Turístico pelos
Campos Elíseos integra Museu da Energia de São Paulo

Neste sábado, 2 de julho, o blog "Passeios Baratos em SP" promove um walking tour no bairro dos Campos Elíseos que contempla, além de uma visita à Sala São Paulo e à Igreja Sagrado Coração de Jesus, o Museu da Energia de São Paulo. O passeio, que terá início às 13 horas, será acompanhado de um guia e tem a duração três horas. Informações pelo e-mail:

contato@passeiosbaratosemsp.com.br

O Museu da Energia de São Paulo funciona de terça a sábado, das 10 às 17 horas e possui entrada gratuita.





Museu da Energia é um dos atrativos do bairro Campos Elíseos


Museu da Energia participa
da 23ª edição do
Festival de Artes de Itu

De 8 a 17 de julho, a Prefeitura de Itu promove a 23ª edição do Festival de Artes de Itu, com diversas atrações espalhadas por pontos culturais da cidade, incluindo concertos, shows, teatro, oficinas, exposições fotográficas e instalação artística. Todas as atividades, gratuitas, serão realizadas em parceria com instituições, incluindo o Museu da Energia de Itu.

No Museu, nos dias 12, 13, 14 e 15, serão realizadas duas atividades. A primeira delas, sempre às 14h30, é a "Oficina de Artes para Crianças", ministrada por Fernanda Audrila, professora da Escola Municipal de Iniciação Artística (EMIA). A partir das 16 horas, o núcleo educativo do Museu realiza a atividade "contação de histórias".

Informações pelo e-mail itu@museudaenergia.org.br ou pelo telefone 11 4022-6832.




Programação de férias tem como alvo público infantojuvenil


Neto de aviador inglês
George Nelson-Smith
visita acervo da Fundação
Energia e Saneamento

Nesta sexta-feira (01/07), o Núcleo de Documentação e Pesquisa da Fundação Energia e Saneamento recebeu a visita do aviador George Calvet Nelson-Smith. Piloto da Korean Air, Calvet é neto de George Nelson-Smith, aviador inglês responsável por diversos levantamentos aerofotogramétricos, realizados entre 1928 e 1941 nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, sob encomenda da extinta companhia de energia Light. As imagens aéreas compreendem locais como o Rio Pinheiros antes de sua retificação, a Serra do Mar, e cidades como Santos e São Vicente, áreas de potencial hidrelétrico e de interesse para a empresa canadense.

Durante a Primeira Guerra Mundial, George Nelson-Smith serviu como piloto ao exército inglês, e iniciou a prática em fotografia aérea quando ainda atuava na fronteira francesa do conflito. Calvet, que teve pouco contato com o avô em vida, ficou muito emocionado ao ver as fotografias e mapas elaborados por Nelson-Smith. "O trabalho de vocês é muito especial. Em cada documento e foto existe uma história. Os olhos do meu avô estão aqui, e isso não tem preço."

No momento, a equipe do NDP trabalha no higienização, reacondicionamento e digitalização de todo o conjunto aerofotogramétrico da Fundação, com o objetivo de disponibilizar o material no banco online.





Neto de George Nelson-Smith entrou em contato com as imagens aéreas produzidas pelo avô



Imagem aérea da cidade de Santos em 1933, sob a assinatura de George Nelson-Smith


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Isabel Felix, Mariana de Andrade e Miguel Zioli
Apoio à pesquisa: Bianca Grazini
Texto da Seção Memória: Miguel Zioli
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