Boletim - Fevereiro 2015

 

Memória



Regresso da pescaria no Salto de Urubupungá, próximo da confluência entre os rios Tietê e Paraná. Hoje submerso, o Salto dá nome ao Complexo
formado pelas Usinas Hidrelétricas de Jupiá, Ilha Solteira e Três Irmãos*


Mapeando o território paulista: a Comissão Geográfica
e Geológica de São Paulo

Com mais de 40 milhões de habitantes e 645 cidades, o Estado de São Paulo, hoje o mais populoso do Brasil, era um território em boa parte inexplorado até o início do século 20. Para se ter uma ideia, há exatos 110 anos era publicado, pela primeira vez, o relatório "Exploração do Rio Tietê", estudo financiado pelo governo da época com a finalidade de mapear a região desconhecida do extremo oeste paulista. Realizado pela extinta Comissão Geográfica e Geológica (CGG), "Exploração do Rio Tietê" apresenta, além de belas fotografias do rio, dados relativos à sua extensão, correnteza, navegabilidade, ilhas, afluentes, cachoeiras e até mesmo a existência de povoados e aldeias indígenas hostis na região.

O estudo, que integra o acervo da Fundação Energia e Saneamento e encontra-se disponível para consulta no Núcleo de Documentação e Pesquisa, também sinalizava o potencial hídrico do chamado Baixo-Tietê para a produção de energia elétrica, como o Salto de Avanhandava, que receberia, mais tarde, na década de 1980, uma das maiores usinas instaladas no rio.




Partida da equipe da Comissão Geológica e Geográfica de São Paulo rumo ao extremo oeste do Estado, via Rio Tietê



João Pedro Cardoso, chefe da CGG, registrou que o Salto do Avanhandava
seria "uma das maiores riquezas naturais que possui o Estado de São Paulo
e que aguarda futuro não muito remoto para vir contribuir para a grandeza
e prosperidade da indústria entre nós"


A Comissão Geográfica e Geológica

Um dos primeiros departamentos de caráter científico no meio público paulista, a Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo foi criada em 1886, em meio ao declínio da economia cafeeira no Vale do Paraíba e à necessidade de expansão da lavoura para as terras férteis do oeste paulista. Nesse contexto, as pesquisas da CGG, que serviam para subsidiar a ocupação dos novos territórios, também mapeariam os possíveis caminhos para as zonas de exploração agrícola e para a construção de um sistema viário que permitisse o escoamento do café, integrando as ferrovias à navegação fluvial.

Ao longo de seus 45 anos de existência, a CGG reuniu uma equipe interdisciplinar que trabalhou no levantamento das cartas geográfica, geológica e topográfica do Estado, bem como na demarcação das fronteiras com Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. A Comissão recebeu a colaboração de pesquisadores de prestígio como o engenheiro Theodoro Sampaio, o geólogo norte-americano Orville Adelbert Derby e o naturalista sueco Albert Löfgren. Extinta em 1931, a CGG deu origem a importantes instituições de pesquisa do Estado como o Instituto Geológico/SMA, o Instituto Florestal e o Museu Paulista.


*Todas as imagens deste artigo são reproduções feitas a partir do exemplar (3ª ediçção - 1930) do Relatório "Exploração do Rio Tietê" disponível para consulta no NDP. A guarda de toda a documentação produzida pela CGG pertence, atualmente, ao Núcleo Curadoria do Acervo Histórico do Instituto Geológico/Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo.




Subida pela Cachoeira das Cruzes


"As águas do vale do Tietê já prestam uma valiosa contribuição para o desenvolvimento de nossas indústrias. Basta notar que na Capital e em muitas cidades do interior vemos instalações elétricas de força e luz, fábricas diversas, etc., que utilizam-se deste grande agente com que a natureza foi prodigiosa para conosco, em sua distribuição."


João Pedro Cardoso, chefe da CGG,
Relatório "Exploração do Rio Tietê", 1905



Parada na Ilha do Saráu, no Rio Paraná, próximo da foz do Tietê

Rede Museu da Energia


União Negra Ituana lança livro no Museu da Energia

Nesta sexta-feira (27/02), o Museu da Energia de Itu recebe o evento de lançamento do livro "África: nossa história, nossa gente", de Ademir Barros dos Santos. Um projeto da União Negra Ituana (UNEI) em parceria com o Núcleo de Cultura Afro-brasileira da Universidade de Sorocaba, a obra apresenta um panorama sobre o continente africano e sua contribuição na formação da sociedade brasileira.

O evento terá início às 19 horas, com a apresentação da roda de capoeira da UNEI, seguida pelo debate "Autoestima Negra X Bullyng", às 19h30, que contará com a presença do autor Ademir dos Santos, da educadora Ana Maria Sampaio (Secretaria Municipal de Educação), do gestor público Allie Marie Dias de Queiroz (Secretaria Municipal de Cultura), do sociólogo Alessandro José de Oliveira e da presidente da UNEI Rosália Maria Rodrigues de Campos.

Dividido em três partes (que exploram os temas sobre a África como berço da humanidade, a diáspora africana e a escravidão e a evolução da negritude no Brasil), o livro foi vencedor de um edital da Fundação Cultural Palmares (FPC) que concedeu subsídio a iniciativas alusivas ao Dia da Consciência Negra. No dia de lançamento, a obra será vendida a R$ 10,00, com desconto de 70%.


Livro da União Negra Ituana será lançado nesta sexta-feira (27/02)
no Museu da Energia

Espaço das Águas


Exposição "Água: Energia do
Planeta Terra" itinera no
Senac Osasco


Até o dia 26 de março, os moradores de Osasco que visitarem o Senac da cidade (Rua Dante Batiston, 248 - Centro) poderão conferir a mostra itinerante "Água: Energia do Planeta Terra", da Fundação Energia e Saneamento. A exposição apresenta a produção de cartunistas de diversos países que usam sua arte para provocar inquietações sobre a urgência de utilizar a água de forma consciente, percebendo-a como um patrimônio a ser preservado.

A Fundação Energia e Saneamento possui um programa de empréstimo de suas exposições itinerantes a empresas e associações interessadas. Algumas das mostras disponíveis podem ser conferidas aqui.

Notícias


Museu da Energia de
São Paulo inicia campanha
de arrecadação para
nova Gibiteca

A partir do dia 1º de março, o Museu da Energia de São Paulo inicia uma campanha de arrecadação de quadrinhos para compor o acervo da nova Gibiteca que será inaugurada na Sala de Ação Educativa. Os interessados em contribuir podem realizar a doação no próprio Museu, de terça a sábado, das 10 às 17 horas (Alameda Cleveland, 601, Campos Elíseos).

Todos os estilos de gibis são bem-vindos e para estimular a participação, o Museu da Energia dará, em troca, no ato da doação, um livro lançado pela Fundação Energia e Saneamento. A campanha seguirá por tempo indeterminado.




Quadrinhos doados farão parte da Gibiteca do Museu da Energia




Este é o segundo ano que o Museu da Energia de Itu promove uma oficina
gratuita de Lightpainting


Museu da Energia de Itu
abre inscrições para oficina de Light Painting


A Organização das Nações Unidas proclamou 2015 como o Ano Internacional da Luz, e para celebrar a iniciativa, o Museu da Energia de Itu abre, a partir do dia 9 de março, inscrições para a Oficina de Fotografia Lightpainting. O workshop, que é gratuito e será ministrado pelo fotógrafo Fernando Henrique Campos nos dias 25 e 26, das 18h30 às 21 horas, no Parque do Varvito, apresentará a técnica que utiliza a longa exposição da câmera para a composição espacial de desenhos com pincéis de luz.

Serão disponibilizadas 30 vagas, abertas para o público em geral, e as inscrições seguem até o dia 23 de março pelo e-mail itu@museudaenergia.org.br. Para participar, o interessado deverá levar seu próprio equipamento: câmera fotográfica com ajuste manual de tempo de exposição, lanterna ou qualquer fonte de luz elétrica e, preferencialmente, um tripé.

 
Corpo Editorial:  Isabel Felix, Mariana de Andrade e Miguel Zioli
Apoio à pesquisa: Bianca Grazini Dela Coleta e Maíra de Andrade Scarello
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Rede Museu da Energia
Espaço das águas



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