Boletim - Setembro 2014

Boletim

Memória

Geração de energia no rio Tietê: as usinas de ontem e hoje

Neste 22 de setembro, comemora-se o aniversário do Tietê. Rio mais importante do Estado, ele atravessa 56 municípios paulistas antes de desaguar no rio Paraná, na divisa com o Mato Grosso do Sul. Teve papel de destaque na história e no crescimento de São Paulo, pois foram em suas margens que diversos povoados se formaram; na exploração do interior, os bandeirantes encontraram um aliado imprescindível no rio. Mais tarde, durante o ciclo do café, o Tietê mostrou-se novamente essencial, sendo utilizado como meio de transporte para o escoamento do produto, exportado pelo Porto de Santos.

Hoje, a hidrovia Tietê-Paraná é a mais importante do Mercosul, e somente seu trecho paulista compreende 800 km por onde passam produtos como a soja e o milho. Além do transporte de cargas, o curso também serve ao abastecimento humano: no ano passado, Araçatuba, a mais de 500 km de distância da área poluída do Tietê na Capital, tornou-se a primeira cidade não ribeirinha a captar água do rio para prover a sua população de 180 mil habitantes. Além de todas essas funções, há mais de 100 anos o Tietê acumula outra responsabilidade: a de geração de energia hidrelétrica. Conheça, abaixo, um pouco sobre a história das usinas instaladas no rio.




Usina de Parnaíba. Inaugurada em 1901 em Santana do Parnaíba, foi a primeira a gerar energia elétrica para a Capital e a primeira de grande porte, para os padrões
da época, no Brasil. Foi desativada em 1952 e hoje leva o nome de barragem Edgard de Souza



Usina de Lavras
. Segunda hidrelétrica do Estado instalada no Tietê, em Salto,
foi inaugurada em 1906 juntamente com a implantação da iluminação pública
em Itu, a quem fornecia energia. Foi desativada em 1956 e, a partir de 1991, transforma-se no Parque de Lavras




Usina de Rasgão. Localizada em Pirapora do Bom Jesus, sua operação teve
início em 1925, em meio a uma grande seca que ocasionou um racionamento
de energia. Desativada em 1961, voltou a gerar energia em 1989 após
diversas reformas.



Usina de Salesópolis
. Localizada em um vale formado por dois espigões da Serra do Mar, bem próxima à nascente do Tietê, a usina foi inaugurada em 1913.
Ainda em operação, hoje integra o patrimônio da Fundação Energia e Saneamento e funciona como museu



Usina de Porto Goés. Sua construção teve início em 1923, com a finalidade
de suprir os empreendimentos fabris da extinta Brasital S.A, mas quando inaugurada, em 1928, já pertencia à Companhia Light. Ainda em operação, destaca-se pelo belo conjunto arquitetônico



Usina de Barra Bonita
. Primeira hidrelétrica erguida na região do Médio Tietê
em 1957, contou com projeto inovador de aproveitamento múltiplo dos rios para produção de energia, controle de enchentes, irrigação, saneamento básico, lazer
e piscicultura


Usina do Bariri
. Atual hidrelétrica Álvaro de Souza Lima, também instalada no Médio Tietê, foi oficialmente inaugurada em 1965 com o funcionamento de sua primeira unidade geradora. As outras unidades entrariam em operação dois anos mais tarde



Usina de Ibitinga
. Instalada no município de Ibitinga, sua construção teve início
em 1963. Foi inaugurada em 1969 com uma barragem de dez comportas, sendo sete de superfície e três de fundo, e altura de queda d'água de 21 metros. Sua eclusa entrou em operação em 1986




Usina de Promissão
. Atual UHE Mário Lopes Leão, foi inaugurada em 1977. Sua estrutura contemplava uma estação de aquicultura para a produção de alevinos
de espécies nativas, destinados ao repovoamento de reservatórios e programas de fomento à agricultura


Usina de Nova Avanhandava. Inaugurada em 1982 em Buritama. Seu projeto também levou em conta o aproveitamento múltiplo de rios - além da hidrelétrica,
é constituída por duas eclusas usadas na navegação da Hidrovia Tietê-Paraná



Usina Três Irmãos. Maior usina construída no rio, situa-se no Baixo Tietê, entre os municípios de Andradina e Pereira Barreto, a 28 km da confluência com o Rio Paraná. Inaugurada em 1991, possui duas eclusas que viabilizam a navegação
entre os rios Paranapaíba, Paraná e Tietê

Rede Museu da Energia


Exposição "Tempos de Energia" revela como a eletricidade mudou
o cotidiano do paulista


Hoje em dia, aparelhos como a televisão, o computador e o telefone são eletrônicos facilmente encontrados em qualquer residência. Mas houve o tempo em que itens domésticos mais essenciais como a geladeira eram novidade no mercado - e é com estas e outras curiosidades que o Museu da Energia acaba de inaugurar a exposição "Tempos de Energia: São Paulo em transformação". Aberta desde o dia 12, a mostra revela, por meio de objetos antigos e múltiplos recursos tecnológicos, como a eletricidade transformou a vida na Capital e no Estado, encurtando as distâncias, alterando as formas de interação, o lazer e o cotidiano doméstico da sociedade paulista.

Entre as atrações, destacam-se telas interativas que comparam o consumo dos eletrodomésticos nas casas da década de 1970 e da atualidade; miniaturas de hidrelétricas e sistemas de geração de energia solar e eólica; dezenas de objetos antigos como ferros de passar roupa, enceradeiras, televisores, rádios e secadores de cabelo; além de um mapa virtual com a evolução urbana e populacional da cidade de São Paulo desde 1881.

A exposição ainda contempla uma sala de experimentos sobre diferentes fontes de energia e outra voltada ao tema sustentabilidade, com o intuito de levantar, também, uma reflexão sobre a urgência do uso racional e da busca por fontes alternativas de energia. Embora destinada a todas as idades, a mostra, que tem entrada gratuita, é uma atração imperdível ao público jovem - o agendamento de visita para escolas pode ser realizado pelo e-mail saopaulo@museudaenergia.org.br.



Exposição traz telas interativas que comparam o consumo dos eletrodomésticos
nas casas da década de 1970 e da atualidade

Espaço das Águas


Fundação Energia e Saneamento participa do 10º Encontro Nacional de Águas Urbanas


Entre os dias 16 e 18 de setembro, a Fundação Energia e Saneamento participou, pela primeira vez, do 10º ENAU - Encontro Nacional de Águas Urbanas, evento promovido pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos. Em sua décima edição, o ENAU - que foi realizado no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo - explorou a temática "Águas Urbanas: um tema multidisciplinar", e promoveu palestras, debates e exposições de trabalhos acadêmicos de pesquisadores brasileiros e estrangeiros voltados à hidrologia das cidades modernas.

De forma a contribuir com uma abordagem mais histórica sobre as águas urbanas, a Fundação levou ao encontro a mostra "Guarapiranga: uma represa centenária", que apresenta a trajetória de um dos mananciais mais importantes da Grande São Paulo, além de aproveitar a ocasião para divulgar os projetos da instituição voltados ao setor do saneamento.



Pesquisadores e profissionais do setor puderam conferir a exposição
"Guarapiranga: uma represa centenária"

Notícias


Noite de cinema e música agita Museu da Energia de Itu


Nesta sexta-feira (26), o Museu da Energia de Itu sedia a primeira edição do Cine Jardim, evento que promove um encontro descontraído entre a música e o cinema na área externa do Museu. Realizada em parceria com a produtora Motirõ Cultural, a atividade estreia com o clássico do terror "Nosferatu" e o show do trio de MPB "Quarto de Badulaques".

Uma das primeiras obras de terror a serem produzidas na história do cinema, "Nosferatu" (1922) será exibido às 19h30. Após o filme, o público poderá conferir a apresentação da banda de MPB "Quarto de Badulaques", que reúne música brasileira e gêneros como o rock
e o jazz.

O evento é voltado ao público maior de 16 anos e os ingressos (15 reais) poderão ser comprados com antecedência no Museu da Energia de Itu (Rua Paula Souza, 669).



Área externa do Museu receberá um telão onde será exibido o clássico
do terror "Nosferatu". Foto de Caio Mattos


Visitantes podem reviver
"7 de setembro" no
Parque Caminhos do Mar


A Independência do Brasil - um dos episódios mais importantes da história do país - pode ser revivida no Parque Caminhos do Mar.

O roteiro turístico, que está localizado dentro de uma Unidade de Conservação Estadual entre as cidades de Cubatão e São Bernardo do Campo, em São Paulo, abrange, além da Estrada Velha de Santos, trechos da Calçada do Lorena, inaugurada em 1792.

Construída com a intenção de regular e incrementar a movimentação de cargas e pessoas entre o planalto e o litoral paulista, a Calçada do Lorena foi a primeira estrada pavimentada (com pedras) do Estado de
São Paulo.

No dia 7 de setembro de 1822, antes de Dom Pedro I dar o famoso grito de "Independência ou Morte" às margens do Ipiranga, o Imperador percorreria a trilha ao voltar a São Paulo após uma visita à cidade de Santos.

Para conhecer o roteiro Caminhos do Mar - que é gerenciado pela Fundação Energia e Saneamento -
é necessário agendar visitas pelo telefone
(013) 3372-3307 ou pelo e-mail caminhosdomar@caminhosdomar.org.br. O Parque fica aberto de terça a domingo, das 9 às 16 horas e conta com monitores para acompanhar os visitantes no percurso.



Visitantes podem conhecer trechos da Calçada do Lorena, estrada por onde
passou Dom Pedro I no Dia da Independência. Foto de Gustavo Secco


Fundação disponibiliza
novo catálogo online com mais
de 46 mil documentos


Em mais um esforço para tornar público seu rico e diversificado acervo, a Fundação Energia e Saneamento acaba de viabilizar em seu site o catálogo online de sua biblioteca técnica, com mais de 46 mil itens. A partir de agora, pesquisadores e estudantes poderão conferir os dados de uma ampla documentação que abrange livros, estudos, trabalhos e periódicos voltados ao setor energético.

Alguns dos materiais consistem em estudos hidrológicos e relatórios de impacto ambiental de usinas hidrelétricas do Estado de São Paulo, livros sobre barragens, linhas de transmissão e distribuição, entre outras estruturas que sustentam o funcionamento das redes de energia, além de trabalhos apresentados em congressos do setor.

Após a consulta online, o pesquisador poderá ter acesso aos documentos ao agendar uma visita ao Núcleo de Documentação e Pesquisa, que fica na Rua Coronel Rodovalho, 115, no bairro Penha. O telefone para agendamento é o (011) 3276-4747.



Agora, pesquisadores podem consultar virtualmente o catálogo da biblioteca
técnica da Fundação, com mais de 46 mil itens. Foto de Caio Mattos


Corpo Editorial:   Carolina Campos, Glaucy Celestino da Silva, Isabel Felix, Maíra Scarello, Mariana de Andrade e Miguel Zioli
Webdesign: Fernando de Sousa Lima
Copyright © 2014 Fundação Energia e Saneamento. Todos os direitos reservados.
As imagens sem identificação pertencem ao acervo da Fundação Energia e Saneamento.


Política Anti-SPAM: Em respeito a você, caso não queira mais receber nossas Mensagens
Eletrônicas clique aqui  e envie um e-mail com a palavra REMOVER.

Contato: imprensa@energiaesaneamento.org.br



Rede Museu da Energia
Espaço das águas


Fundação Energia e Saneamento Alameda Cleveland, 601 - Campos Elíseos - 01218-000 - São Paulo - Tel.: (11) 3224-1499 Desenvolvido por: Memoria Web