Fundação lança livro sobre engenheiro, político e professor Catullo Branco

No momento em que o Brasil procura ampliar e diversificar sua matriz energética, buscando fontes limpas e revováveis, a Fundação Energia e Saneamento lança o livro "Catullo Branco: o homem dos moinhos de vento", com texto elaborado pelos historiadores Miguel Zioli, Isabel Regina Felix, Maria Blassioli Moraes e Alfredo Moreno Leitão.

Já na década de 1930, o engenheiro pregava que a saída para o desenvolvimento econômico e social do país estava diretamente ligada às questões energéticas. Miguel Zioli, historiador da Fundação Energia e Saneamento, lembra que "Catullo contava com poucos recursos financeiros, faltavam-lhe materiais adequados, mas mesmo assim concluiu uma série de estudos que resultaram na publicação de Instalações Eolianas para produção de energia elétrica, primeira pesquisa deste tipo que se tem notícia no Brasil."

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O engenheiro no alto de um de seus experimentos eolianos: uma hélice de duas pás fixas montadas sobre poste com 14 m de altura. S.d. Acervo Fundação Energia e Saneamento.

Com 120 páginas, o livro foi produzido com base no acervo histórico da Fundação Energia e Saneamento, em especial na documentação que pertenceu a Catullo Branco e que integra o acervo da instituição. São mais de 1.000 fotos, 25 mil páginas de documentos textuais e 529 plantas e desenhos técnicos doados pela família Branco.

Nascido na Capital em maio de 1900, Catullo formou-se em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica de São Paulo em 1924. Em 1928, passou a ser funcionário da Secretaria de Viação e Obras Públicas e em 1936, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PCB), sendo eleito deputado estadual em 1946.

Distribuída em nove capítulos, a obra documenta, entre outros aspectos, sua atuação como funcionário público do Estado de São Paulo; como engenheiro em um momento de consolidação do setor energético brasileiro; e como político, que no breve período em que esteve no legislativo paulista, empenhou-se especialmente nas questões relativas ao desenvolvimento do setor.

Para Isabel Regina Felix, historiadora da Fundação Energia e Saneamento, "Catullo manteve a convicção de que a energia é elemento essencial ao desenvolvimento de um país, mas que, acima de tudo, ela tem uma função social."

Lançada no último 18, a primeira edição de "Catullo Branco - o homem dos moinhos de vento" possui tiragem de 3 mil exemplares e pode ser adquirida no Museu da Energia de São Paulo (Alameda Cleveland, 601, Campos Elíseos). O exemplar custa 60 reais (vendas somente em dinheiro ou cheque).

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